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Ano
I - Nº 04 - Maio de 2002 - Quadrimestral - Maringá - PR - Brasil - ISSN
1519.6178
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Josiane Magalhães* |
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Resumo: Este texto procura analisar alguns aspetos vinculados à visão que se tem sobre cidadania como sendo uma forma de se pensar criticamente que está implícita na discussão sobre Educação para Cidadania. Palavras-chave: ensino de ciências; consciência critica, cidadania. |
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Hoje
em dia há um movimento em nossas escolas preocupado com a "Educação
para a cidadania". Este aspecto está refletido desde os
PCN's editados pelo governo até o discurso de educadores renomados.
A formação para a cidadania deve permear todos os âmbitos
escolares, inclusive aquelas disciplinas cujos conteúdos são,
pelo menos em princípio, de cunho mais tecnológico, como
no caso das Ciências (leia-se aqui disciplinas como a Física,
a Matemática e a Biologia).
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I - Trivelato
nos aponta que esta discussão tem gerado uma certa tensão
entre os conteúdos e as proposições para a formação
voltada para a cidadania.
O problema
está colocado nessa ordem: há uma incompatibilidade
entre os conteúdos dessas disciplinas e os valores necessários
para a formação para a cidadania.
A Educação
para a cidadania exige outro tipo de formação. Essa
discrepância gera insatisfações no ambiente escolar.
A autora
nos apresenta duas possibilidades para as insatisfações
em relação a essa posição encontrada na
escola:
Não
há como negar as transformações sociais e o avanço
tecnológico proporcionado pelas pesquisas científicas,
bem como que essas transformações colocam para os sistemas
educacionais a necessidade de atualização e adequação
no tocante as inovações, principalmente em C&T. Contudo,
a autora utiliza-se desses argumentos para colocar uma definição
de cidadania como sendo:
Partindo
de todos esses atributos que a formação escolar deve
oferecer, a autora coloca a proposição de que:
Os aspectos
levantados pela autora em questão são relevantes do
ponto de vista de uma discussão maior sobre as relações
entre Educação e Sociedade. Contudo, a autora não
faz distinções necessárias quando o assunto refere-se
a conceitos como cidadania, capacidade decisória, racionalidade
em um caldeirão a que chama sociedade pós industrial. Em primeiro
lugar, o conceito de cidadania não pode ser compreendido sem
uma correlação com o conceito de Estado. Pois, o ser
cidadão existe enquanto parte de um Estado e sob certas circunstâncias
específicas. A formação voltada para a cidadania
então, dependerá da constituição do Estado
que define o cidadão. Sendo assim, formar cidadãos é
formar indivíduos que exerçam seus direitos e deveres
no Estado constituído. Isto não significa indivíduos
com uma visão ampla de mundo, mas adequados à esses
direitos e deveres. Segundo
utiliza o conceito de racionalidade como sinônimo de consciência
crítica. Isto porque, segundo Trivelato, o desenvolvimento
da racionalidade daria aos indivíduos maior potencial para
decidir. Coloca o pensar racional como uma ampliação
da visão de mundo dos sujeitos. E, através dessa ampliação,
os indivíduos teriam maior capacidade decisória e uma
maior participação nas decisões coletivas sobre
os rumos a que a Sociedade deve ou não seguir. Essa seria no
mínimo uma visão ingênua das discussões
acerca dos limites da racionalidade, bem como do papel das instituições
educacionais na atual estrutura social e por último do sentido
da participação em um Estado democrático. Por último,
a autora identifica como sendo papel das Ciências oferecer essa
formação para a cidadania. Isto em si desconsidera todas
as discussões realizadas nas Ciências Humanas acerca
de como se processa a construção do conhecimento pelo
indivíduos em sua inter-relação com o mundo e
no processo histórico, que mostram que o desenvolvimento do
indivíduo e sua consciência é algo muito mais
complexo e que caminha junto a ele em sua trajetória de vida. Como
fica então a questão colocada sobre a relação
do ensino de ciências na formação da consciência
crítica? Em primeiro
plano há que se explicitar o que se entende por consciência
crítica. -
II - Um dos
problemas nas Ciências Sociais está em usar palavras
com significado específico que são utilizadas cotidianamente
na sociedade com vários sentidos e tomadas como sinônimos
de conceitos distintamente diferentes nessa área. Não
há consenso inclusive nas chamadas ciências humanas,
tais como a Psicologia, a Filosofia e a Sociologia. Sendo
assim, pretende-se definir o que é consciência crítica
com o propósito de estabelecer parâmetros e diferenciar
esse conceito da forma como é utilizado cotidianamente e em
algumas diferentes abordagens teóricas, explicitando suas especificidades
que estão subentendidas nas várias maneiras com que
é utilizado. Bem como tentar entender por quais meios os seres
humanos a desenvolvem. As principais
correntes teórico-filosóficas que desenvolveram definições
acerca do conceito consciência seguem dois caminhos: o proposto
por R. Descartes e o produzido a partir de F.C. Brentano. Em Descartes
a consciência se define como conhecimento reflexivo. Assim,
ser consciente é apreender-se a si próprio de modo imediato
e privilegiado. Isto leva a uma coextensão entre consciência
e psiquismo. O caminho de Brentano retoma o conceito de intencionalidade
da tradição escolástica, e que se torna conceito
central na fenomenologia de T. Husserl. Segundo este caminho a consciência
é definida pela intencionalidade, pela referência ou
relação a um objeto que caracterizaria como mental,
imanente ou intencional, excluindo-se a obrigatoriedade da existência
real ou efetiva. O critério de intencionalidade fundamenta
uma classificação dos fenômenos psíquicos,
sem apelar para critérios extrínsecos. Assim, ter-se-ia
tantos fenômenos mentais quanto modos de a consciência
se referir aos objetos imanentes. A esses modos temos considerado:
1) a representação, 2) o juízo e 3) o amor e
o ódio. W James ao reformular a perspectiva cartesiana, tratando
dos domínios que poderiam ser discriminados na consciência,
desenvolve uma distinção de região entre focal
e franjal. No foco os conteúdos se viveriam com o máximo
de clareza e distinção. A franja corresponderia à
região obscura do subconsciente. Nela os conteúdos seriam
vivenciados em condições de reduzida clareza e distinção.
Mas ainda segundo James, haveria intenso dinamismo entre o foco e
a franja, havendo contínuo deslocamento dos conteúdos
de uma para outra região. Vygotsky,
em "Pensamento e Linguagem", trata da indissociabilidade
entre a constituição do pensamento e a verbalização
destes pelos indivíduos. Sendo que para este autor, há
mesmo uma junção entre pensamento e linguagem:
Se isso
ocorre, a definição mais presente no cotidiano de nossa
sociedade é aquela sintetizada pelos dicionários.[1]
Sendo assim, vejamos então inicialmente a definição
Aureliana para a palavra consciência que seria:
Essa definição nos dá idéias que possuem uma certa complementaridade entre si. Contudo, o médico quando diz que o paciente está consciente não quer dizer a mesma coisa que o cidadão que se diz consciente, ou quando o patrão se refere a um funcionário como sendo cônscio de seus afazeres ou de uma mãe que se refere a seu filho como uma criança que tem consciência de como as coisas são. Mas as referências acima estão "no indivíduo" em cada situação apresentada nas referências do médico, do cidadão, do patrão e da mãe. São faces de um todo que é chamada consciência. Em momentos distintos o mesmo indivíduo experimenta faces diferentes que ficam em evidência de acordo com a situação. Mas a consciência em si estabelece-se a partir do ambiente em que o indivíduo está inserido, na interação desse indivíduo com o meio. Está na formação de seu caráter ou sua moral. Portanto, é social e historicamente definida. De certa forma a consciência assim colocada pode estabelecer uma certa relação de que o indivíduo compreende o mundo sob uma certa ótica. A ótica da sociedade em que ele vive. Essa definição tem por trás de si uma proposição de que: consciência é algo a que todos os indivíduos na sociedade têm acesso e a desenvolvem da mesma forma ao interagir no ambiente. A consciência seria algo compartilhado. Mas, entendida dessa forma, reafirmaria um status quo. A partir dessa definição falar-se em consciência crítica pareceria redundância, pois, todos os seres humanos socializados têm consciência tal qual definida acima. Mas esta perspectiva considera que a sociedade em que os indivíduos vivem, por sua vez, é homogênea. Esta compreensão de consciência está muito próxima a definição Durkheimiana para consciência coletiva:
Contudo, a sociedade não é homogênea. A constituição mesma de cada indivíduo é uma experiência bastante particular. Segundo Wallon, a emoção é o elemento original da formação da consciência e da subjetividade. Esta estabeleceria o elo de ligação entre o corpo sensível e a apreensão cognoscível dessa sensibilidade. Assim, a motricidade seria o tecido comum e original de onde procedem as diferentes realizações da vida psíquica.
O pensamento
vai buscar suas origens longínquas em funções
que parecem encerrar estritamente o homem em si mesmo. Ao ocupá-lo
com suas próprias atitudes, destas faz surgir um primeiro esforço
de intuição subjetiva e de consciência: a atividade
postural e sua plasticidade essencial. Compete às emoções
mostrar o ciclo de atividades e de novas adaptações
que contribuirá para a nascente sensibilidade. Entre
a tendência à generalização através
de uma proposta de homogeneidade que está presente na sociedade
e da heterogeneidade presente pela formação da consciência
em cada indivíduo há um elo que define todos os seres
humanos, que os define enquanto espécie. Os processos de adaptação
dos seres humanos definem padrões de desenvolvimento que são
em si válidos aos seres humanos. Na sociedade, existem padrões
de adaptação que são reforçados de acordo
com o ambiente em que o indivíduo está inserido. Este
padrão da adaptação tende a ser homogeneizado
na sociedade. É o que Berger e Luckmann denominam como processos
de socialização, conservação e transformação
da realidade subjetiva. O ambiente por usa vez não é
o mesmo, mesmo em se tratando de uma única sociedade. Além
do ambiente físico definido pela Natureza, há o ambiente
cultural estabelecido pelas ações e produções
humanas. O ambiente cultural também não é homogêneo.
Há uma diversidade de ambientes sociais que se referem principalmente
as diversidades econômicas, políticas e sociais que os
seres humanos conseguem produzir e sua respectivas relações
de dominação, exclusão, etc. Assim,
podemos evidenciar que há elementos racionais, emocionais e
sociais na construção da consciência de cada indivíduo.
O aspecto social surge naqueles elementos que são definidos
pelo ambiente em que o indivíduo se insere. Estes elementos
em si já estabelecem diferenciações na forma
de construção da consciência. Utilizaremos então
uma distinção para o que tratamos como consciência
e consciência crítica. A primeira, seria definida nos
termos acima descritos de uma certa objetivação de valores
que a sociedade (ou uma parte dominante dessa sociedade) acha por
bem que os indivíduos desenvolvam em sua subjetividade. Aquilo
que chamamos consciência seria as generalizações
encontradas na sociedade, que se cristalizam nas definições
do dicionário. Consciência crítica seria um esforço
individual de transcender esses valores e ampliá-los. Tomemos
como exemplo um sociólogo e um lavrador. O sociólogo
(ao menos em princípio) é uma pessoa que conhece sua
realidade melhor que o lavrador, pois pensar a sociedade e as relações
que se desenvolvem nela são seu objeto de estudo e pesquisa
Ele tem informações de um conteúdo específico
que ao lavrador não estão acessíveis, bem como
não são de seu interesse imediato. O lavrador tem que
estar atento a informações que irão auxiliá-lo
em sua jornada diária no trato da terra Contudo, ter informações
específicas ou que poucas pessoas tem acesso não é
sinônimo de consciência crítica. As informações
são necessárias para que o indivíduo, ao apropriar-se
delas, construa uma correlação coerente entre essas
informações. A partir dessa correlação
irá desenvolver um posicionamento diante dos fatos e das informações
colhidas na sociedade. Quanto menor a quantidade de informação
a que tem acesso, mais distorcida será a correlação
que fará. A consciência crítica é a capacidade
do indivíduo em estabelecer uma conexão entre os fatos
cotidianos, estabelecendo uma coerência entre os fatos e de
si mesmo inserido nesses fatos, como agente-paciente do processo de
socialização. Além disso, a consciência
crítica coloca-se em uma certa insatisfação em
relação aos fatos e explicações apresentadas,
estando sempre aberta a novas possibilidades. Por vezes, fazer a leitura
das lacunas e falhas apresentadas como explicações do
social e das correlações entre os fatos é o essencial
para se desenvolver a consciência crítica. Mas, quais
são os elementos do meio que estimularam tal abertura? Qual
o estímulo emocional que desencadeou esse posicionamento? Dentro
dessa perspectiva e dessa compreensão, a preocupação
que nos colocamos é: como os sujeitos se formam quando o assunto
é consciência crítica. Quais os processos que
produzem sujeitos com tais características e não com
outras? Consciência
é algo pessoal. Depende das crenças morais, éticas
e racionais de cada um. Porém, quando se diz que seja crítica,
poderíamos dizer que se aplica a estas crenças o crivo
da razão liberta de preconceitos, sujeita à confirmação
dos fatos. Mas a razão consegue libertar-se? Segundo
Berger e Luckmann, o pensamento é produto do meio em que o
individuo se insere. Entender as relações entre os sujeitos
e o mundo que constroem e a forma com que constroem nos permite entender
o processo de formação do pensamento e, portanto de
sua consciência. Então, o indivíduo consciente
precisa conhecer o ambiente em que ele se situa, os elementos que
interferem em seu posicionamento. Aplica-se uma compreensão
racional inclusive sobre aquilo que está implícito no
indivíduo, o meio que o originou. Desta forma, ao explicitar
os próprios elos que orientam seu pensamento e sua ação,
o indivíduo estaria mais próximo de uma possível
consciência crítica. Assim,
um indivíduo crítico precisa estabelecer uma correlação
entre as Como
executar tal tarefa? Caldarti, ao analisar a pedagogia do movimento dos Sem Terra, refere-se ao MST como colocando sujeitos em movimento. Esse processo educaria e faria surgir os sujeitos e suas consciências.
Se, é
assim, seria possível dominar o jeito de ensinar e aprender
a pensar criticamente? Um indivíduo
consciente neste sentido, necessariamente não precisa ter acesso
a grande quantidade de informação (se bem que ajuda),
mas sim precisa saber correlacionar essas informações,
e mais importante, encontrar os furos contidos nas informações
parciais e incompletas. Por isso, precisa de um certo grau de insatisfação,
mas não necessariamente essa insatisfação irá
movê-lo para querer mudar o mundo, ou mudar radicalmente a sociedade.
Sendo assim, consciência crítica, não é
sinônimo de radicalidade. Pressupõe, contudo, uma visão
mais abrangente do mundo que o cerca. Necessariamente não diz
respeito à inteligência ou bagagem cultural. Sendo que
há indivíduos que conseguem uma correlação
mais estruturada dos fatos, mesmo não tendo acesso a educação
formal, desenvolvendo essas habilidades. Uma das condições
que o leva a isso é o próprio desafio da sobrevivência,
cuja situação inicial nega-lhe o direito de existir.
Nesse sentido a insatisfação seria um estado de inconformidade
com o estado de ignorância, miséria, abandono. A insatisfação
manifesta-se em diferentes graus de sofisticação, de
acordo com a afluência de quem a experimenta. A consciência
destas insatisfações não é completa se
obscurecida pelos sistemas de crenças induzidos por outrem
ou pelas veleidades de quem as experimenta. Chamamos veleidades porque
a maior parte das pessoas, não sabendo o que realmente quer,
não quer nada o suficiente para sacrificar seu comodismo imediato
em prol do esclarecimento. Por último devemos observar que um estado de miserabilidade não significa que nele o indivíduo desenvolverá processos que levam a uma consciência crítica. O desenvolvimento da consciência crítica dar-se-á na media em que o indivíduo esteja em contato com outros indivíduos na mesma situação e que se disponham a dialogar. Segundo Berger e Luckmann, os indivíduos só tomam consciência de sua realidade através do diálogo com o outro que permite a própria objetivação.
Segundo um dos relatos de Richard Sennett em A Corrosão do Caráter, foi através do diálogo sobre suas condições existenciais que indivíduos envolvidos em um processo de reengenharia empresarial compreendessem suas experiências contextualizadas em um processo muito maior e mudassem seu posicionamento diante de seu "fracasso" profissional.[2] Ainda que as discussões não os levassem a entrar em um movimento radical de revolução social, estes indivíduos abandonaram uma compreensão simplista e imediatista sobre seu problema. Elaboraram a partir das discussões em grupo uma visão que os inseria em um processo de globalização, o qual não foram capazes de perceber anteriormente. Uma das possibilidades dessa falta de visão poderia ser a satisfação pessoal que a empresa onde trabalhavam lhes proporcionava. Sendo assim, não estava colocada para eles uma motivação (a insatisfação) para ampliar ou modificar suas perspectivas e análises sobre os processos que estavam ocorrendo mundialmente e em como esses processos afetariam mais cedo ou mais tarde suas vidas, como de fato ocorreu. - III - Qual
seria então a relação entre a formação
da consciência crítica e o ensino de Ciências? A formação oferecida pelas Ciências pode contribuir na formação da consciência crítica, oferecendo ao indivíduo informações e correlações próprias dessa área. Através do aprofundamento que tais informações permitem, o individuo terá facilitado seu caminho na busca de uma visão mais ampla do mundo. Mas, a formação da consciência está na possibilidade da experiência vivida. No movimento dos indivíduos na sociedade. Então, a formação científica colabora, mas não forma consciências. O indivíduo ao apropriar-se das informações através de sua maneira bastante particular é que irá construir sua consciência. Mas para que tais informações façam sentido para estes indivíduos, há que se apresentar aos mesmos uma ponte entre sua realidade e como esse conhecimento está na sociedade e foi elaborado. De preferência com todos os nuances que permeiam a construção de todo e qualquer conhecimento. O conhecimento produzido nas Ciências não é um caso a parte, mas está na construção da cultura humana. A racionalidade que permeia o pensar científico é uma postura ao se olhar para o mundo. Ao limitar a visão de mundo apenas através da ótica da racionalidade, perdemos outras dimensões que compõem o universo humano e que definem sua cultura, sua construção e reconstrução do mundo. Assim,
utilizar-se da racionalidade como parâmetro para amplificar
a visão de mundo de nossos alunos, seria o mesmo que acreditar
em verdades absolutas na Ciência. Uma visão
ampla do mundo que nos cerca pede uma abertura para toda e qualquer
possibilidade de perspectivas. Manter-se atento ao atomismo umbilical
que impera nas várias ciências é um desafio na
formação de todos, cientistas, professores e alunos.
Aos indivíduos há que se oferecer o privilégio
das escolhas. Isso em si é o grande desafio para as Ciências
e para uma formação que se pretende consciente. Há
que se oferecer o caminho da dúvida. Demonstrar através
de atitudes, principalmente se professor, seu exemplo de alguém
que faz escolhas e possui limites. Alguém que explicita os
subtextos de sua formação.
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